Família

Camisetas pretas e foguetes coloridos… nada é belo o bastante. Quando você menos espera tem uma casa com cortinas bejes e alguns filhos pra cuidar. E um manual de boa conduta a ser seguido sistematicamente.

Você, que não gostava de usar máscaras, passa a usar as máscaras que o cotidiano lhe impõe, sem nenhuma vírgula de pausa.

E a louça precisa ser lavada.

Assim, sem rodeios, o que todos chamam de amor e paixão não te deixa se desprender um ciclo-vicioso que se chama lar. Você quer partir, na mesma intensidade em que quer ficar.

O mesmo cotidiano que te martiriza, te consola… e te dá orgasmos. E nada, nunca, é o bastante.

A noite os arrepios não são da bebedeira, a viajem agora é outra. Pequenos momentos que te recompensam minuto após minuto e te deixam também pra baixo, te pisam, te humilham, te maltratam e daí um sorriso.

E daí uma lágrima.

Mesmo no silêncio, nada silencia. Ai acontece o que todos chamam de

FAMÍLIA.

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2 comentários sobre “Família

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